A escolha
Na vida, nada é mais cansativo do que tentar ser aquilo que não somos. Há um alívio profundo em ser olhado nos olhos por alguém que nos permita simplesmente existir como estamos naquele momento — sem máscaras, sem exigências, sem a necessidade de desempenho. Alguém que acolhe quem somos ou quem conseguimos ser naquele dia. Por isso, acredito que o verdadeiro amor não começa quando alguém diz “eu te amo”, mas quando, em silêncio, esse amor é percebido no olhar. Quando o outro nos vê por inteiro e, ainda assim, permanece. As pessoas que realmente nos amam não nos aprisionam em expectativas. Elas não exigem de nós aquilo que não conseguimos oferecer. Porque não amam a idealização, mas a realidade. E quem ama a expectativa corre o risco de nunca amar ninguém de verdade. O amor que permanece é aquele que escolhe o inteiro: qualidades e falhas, luz e sombra. É quando deixamos de ser apenas admirados pelo que mostramos e passamos a ser amados também pelo que escondemos. Quando o outro de...