Você a conhece?
Traga sua xícara de café, sente-se aqui na varanda comigo. Vou te contar um pouco da minha história de vida. Nem todos os dias foram de sol — houve chuva também. Mas foi essa chuva que regou minhas fortalezas e me moldou em quem sou hoje. Na tempestade, aprendi a dançar. A dançar o meu melhor baile — aquele em que me conecto com a alma, com a natureza e com o Soberano. Não gosto do que é vazio de sentido, nem de fazer as coisas apenas por fazer. Por isso me encantam os girassóis: porque sua essência está sempre voltada à luz. Sou apaixonada por livros; eles me permitem viajar sem sair do lugar. E as borboletas… ah, as borboletas. Passam por um processo árduo, mas se interrompido, deixam de existir — e isso me ensina sobre tempo, dor e transformação. Não sou de um lugar só. Não pertenço a um lugar, nem a alguém. Sou uma alma livre, gosto de voar, de sentir os pés acima do chão, ainda que por dentro. Gostaria que as máquinas fotográficas captassem fielmente o que meus olhos...