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Mostrando postagens de abril, 2020

Você a conhece?

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Traga sua xícara de café, sente-se aqui na varanda comigo. Vou te contar um pouco da minha história de vida. Nem todos os dias foram de sol — houve chuva também. Mas foi essa chuva que regou minhas fortalezas e me moldou em quem sou hoje. Na tempestade, aprendi a dançar. A dançar o meu melhor baile — aquele em que me conecto com a alma, com a natureza e com o Soberano. Não gosto do que é vazio de sentido, nem de fazer as coisas apenas por fazer. Por isso me encantam os girassóis: porque sua essência está sempre voltada à luz. Sou apaixonada por livros; eles me permitem viajar sem sair do lugar. E as borboletas… ah, as borboletas. Passam por um processo árduo, mas se interrompido, deixam de existir — e isso me ensina sobre tempo, dor e transformação. Não sou de um lugar só. Não pertenço a um lugar, nem a alguém. Sou uma alma livre, gosto de voar, de sentir os pés acima do chão, ainda que por dentro. Gostaria que as máquinas fotográficas captassem fielmente o que meus olhos...

Ladrilhos pela rua

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Uma sala escura, um velho rádio em cima da mesa.  Uma canção retrô e uma lareira acesa.  Estou usando a sua camisa branca e suas meias.  Meus pés estão sobre os seus e estamos dançando... O seu olhar é único e eu te dou meu sorriso mais sincero,  Você me gira, e era tudo que eu queria, Me sinto voando, me sinto em um sonho e não quero acordar.  Mas sei que um dia você vai partir, assim é a vida.  Mas que nessa partida você deixe um pouco de ti dentro de mim.  Não se vá por inteiro, fica amor...  Quem sabe se eu cantar a nossa velha música você decida ficar. Obrigada por me trazer flores, obrigada por me sorrir pela manhã.  Que um dia a gente possa se esbarrar naquela rua de ladrilhos que preparei pra você,  Desde aquela canção da infância em que minha mãe me cantava quando ia dormir.  Que eu possa ver você passar, mas não roube meu coração.  Alias, leve-me junto de ti.