A porta de vidro
Era uma manhã de domingo, mas não era um domingo qualquer. Naquela manhã, você havia preparado o chá, e nos sentamos juntos na velha gangorra do jardim. O inverno já havia passado, levando consigo todas as nevascas que o nosso relacionamento enfrentou. E então chegou a primavera — suave, viva — sorrindo lá fora junto ao desabrochar das rosas, orquídeas e girassóis que, um dia, plantamos juntos no jardim. Quantos momentos lindos colecionamos… quantos instantes únicos guardamos no coração. Os passarinhos cantavam sobre a varanda onde estávamos. O vento atravessava as folhas das árvores como uma melodia silenciosa que embalava nossa presença. E ali, naquele pequeno mundo nosso, encontrávamos aquilo que chamávamos de “final feliz à frente”. Era tudo simples. Era tudo sincero. Era tudo puro. Um sofá branco no canto esquerdo, com almofadas coloridas que traziam vida ao ambiente. Um quadro pintado por você — não como Da Vinci, mas com a alma de quem também sabia eternizar sentimento...