Você a conhece?


Traga sua xícara de café, sente-se aqui na varanda comigo.
Vou te contar um pouco da minha história de vida.

Nem todos os dias foram de sol — houve chuva também.
Mas foi essa chuva que regou minhas fortalezas e me moldou em quem sou hoje.

Na tempestade, aprendi a dançar.
A dançar o meu melhor baile — aquele em que me conecto com a alma, com a natureza e com o Soberano.

Não gosto do que é vazio de sentido, nem de fazer as coisas apenas por fazer.
Por isso me encantam os girassóis: porque sua essência está sempre voltada à luz.

Sou apaixonada por livros; eles me permitem viajar sem sair do lugar.
E as borboletas… ah, as borboletas.
Passam por um processo árduo, mas se interrompido, deixam de existir — e isso me ensina sobre tempo, dor e transformação.

Não sou de um lugar só. Não pertenço a um lugar, nem a alguém.
Sou uma alma livre, gosto de voar, de sentir os pés acima do chão, ainda que por dentro.

Gostaria que as máquinas fotográficas captassem fielmente o que meus olhos veem.
Não preciso de muito: deitar no jardim e enxergar desenhos nas nuvens já me basta.

Uma xícara de chocolate quente nas noites frias, uma praia no calor…
Ah, o mar…
O mar representa a minha alma — a imensidão que existe dentro de mim.

Sorrisos me contagiam, andar descalço me compraz.
Dentro dessa menina doce, existe uma mulher forte, que venceu suas piores batalhas.
Que se perdeu muitas vezes pelo caminho, mas que sempre, de algum jeito, se reencontrava.

Ela se reencontrava na simplicidade, na humildade e na generosidade.



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