Lidando com a raiva

Reflita: se alguns de vocês estivessem em um tribunal — o “tribunal da queixa” — quantos estariam ali repetindo a mesma mágoa por algo que alguém lhes fez, sempre que têm a oportunidade de falar com alguém disposto a ouvir?

Para vocês, deixo esta pergunta: quem fez de vocês Deus? Não quero ser arrogante, mas por que vocês estão tentando fazer o trabalho dEle?

“A mim pertence a vingança; eu retribuirei”, diz o Senhor. (Hebreus 10:30)
“Não diga: ‘Eu o farei pagar pelo mal que me fez!’ Espere pelo Senhor, e Ele te dará a vitória.” (Provérbios 20:22)

O julgamento é trabalho de Deus. Assumir o contrário é agir como se Deus não fosse capaz de fazê-lo.

A vingança é desrespeitosa. Quando revidamos, estamos dizendo, em essência: “Eu sei que a vingança pertence a Ti, Deus, mas achei que o Senhor não faria justiça suficiente. Então pensei que seria melhor resolver isso com minhas próprias mãos. O Senhor talvez seja um pouco brando demais.”

Posso reforçar o óbvio? A vingança pertence a Deus. Se ela pertence a Deus, então não nos pertence.

Deus não nos chamou para ajustar contas ou nos vingar. Nunca.

Perdoar alguém é reconhecer nossas limitações. Recebemos apenas uma parte do quebra-cabeça da vida; somente Deus tem a caixa completa.

Perdoar alguém também é um ato de reverência. Perdoar não significa dizer que a outra pessoa estava certa, nem que o erro foi aceitável. Perdoar é declarar que Deus é justo e que Ele fará o que é certo.

Afinal, já não temos coisas suficientes para fazer sem tentar assumir também o trabalho de Deus?

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