O que temos feito?

O que temos feito para saciar a fome dos necessitados? O que temos feito para mudar as voltas deste mundo? Qual diferença temos trazido para esta nação? Será que os nossos passos realmente têm refletido os passos de Deus?

“E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.”
Evangelho de Mateus 25:40

Essas perguntas não são apenas reflexões — são espelhos. Elas nos confrontam com aquilo que muitas vezes deixamos passar: a fé que não se transforma em ação, a espiritualidade que não se traduz em cuidado, a crença que não alcança o outro.

O texto de Evangelho de Mateus nos lembra que o encontro com Deus não está separado do encontro com o próximo. O que é feito ao menor, ao esquecido, ao necessitado, é considerado como feito ao próprio Deus.

Isso desloca a fé do campo da teoria e a leva para o campo da vida prática. Não se trata apenas do que se acredita, mas do que se vive. Não apenas do que se fala, mas do que se faz.

A diferença que transformamos no mundo muitas vezes não está em grandes discursos, mas em pequenos gestos: um olhar que acolhe, uma mão que ajuda, um tempo dedicado a quem precisa.

Talvez a pergunta mais importante não seja apenas “o que o mundo tem feito por nós?”, mas “o que temos feito pelo mundo ao nosso redor?”.

Paz.


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