O que temos feito?
O que temos feito para saciar a fome dos necessitados? O que temos feito para mudar as voltas deste mundo? Qual diferença temos trazido para esta nação? Será que os nossos passos realmente têm refletido os passos de Deus?
Essas perguntas não são apenas reflexões — são espelhos. Elas nos confrontam com aquilo que muitas vezes deixamos passar: a fé que não se transforma em ação, a espiritualidade que não se traduz em cuidado, a crença que não alcança o outro.
O texto de Evangelho de Mateus nos lembra que o encontro com Deus não está separado do encontro com o próximo. O que é feito ao menor, ao esquecido, ao necessitado, é considerado como feito ao próprio Deus.
Isso desloca a fé do campo da teoria e a leva para o campo da vida prática. Não se trata apenas do que se acredita, mas do que se vive. Não apenas do que se fala, mas do que se faz.
A diferença que transformamos no mundo muitas vezes não está em grandes discursos, mas em pequenos gestos: um olhar que acolhe, uma mão que ajuda, um tempo dedicado a quem precisa.
Talvez a pergunta mais importante não seja apenas “o que o mundo tem feito por nós?”, mas “o que temos feito pelo mundo ao nosso redor?”.
Paz.
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