A indignação com o amor
Eu fico indignada diante de certas coisas...
Eu não consigo entender como dizer “te amo” ficou tão fácil nos últimos dias. Seria o mesmo que dizer que amo pastéis, amo roupas, amo sair, amo me divertir… como se tudo tivesse o mesmo peso.
O amor parece ter perdido seu valor diante dessa sociedade. Ele já não é mais compreendido como algo que se constrói com o tempo, com convivência, com conhecimento profundo do outro. Hoje, tudo parece rápido demais, superficial demais.
A nossa sociedade está cada vez mais inclinada à falsidade de sentimentos e de caráter.
O amor, na sua essência, é uma decisão. É algo que amadurece, que cresce com a convivência, com as experiências compartilhadas, com os desafios enfrentados juntos. Mas hoje, muitas vezes, ele é declarado antes mesmo de ser vivido.
É tão fácil dizer “te amo” para alguém que se conhece há uma hora, ou há duas ou três semanas… Mas aonde isso vai parar?
O amor verdadeiro é o sentimento que permanece, que cobre falhas, que escolhe ficar mesmo quando há imperfeições. Porém, o que vemos com frequência é que, diante do primeiro erro, aquilo que era chamado de amor se transforma em raiva, em mágoa, em desprezo.
Que amor é esse?
Por isso, as pessoas estão cada vez mais frustradas e decepcionadas umas com as outras. Não pelo amor em si, mas pela forma distorcida com que ele tem sido vivido e proclamado — como se fosse leve demais para ser verdadeiro, ou intenso demais para ser estável.
Talvez o problema não seja o amor ter perdido o valor… mas o fato de que muitas vezes ele tem sido confundido com emoção passageira.
E quando isso acontece, o que sobra não é amor — é apenas aparência dele.
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Deus te abençõe a cada dia mais