Uma visita inesperada
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Todos nós, seres humanos, passamos — em algum momento da vida — por um período de crise existencial. É nesse espaço de inquietação que surgem perguntas profundas: qual é o sentido da vida? Por que estamos aqui? Para quê fomos criados? E, se você ainda não passou por isso, é bem possível que um dia passe.
Comigo não foi diferente.
Há cerca de dez anos, eu me encontrava exatamente nesse lugar de busca. Eu perguntava a Deus, com sinceridade, qual era o propósito da minha existência. O que havia além do que meus olhos podiam ver e minhas mãos podiam alcançar?
Essa busca não foi rápida. Ela durou dias, meses… até que algo aconteceu.
Em uma noite de sábado para domingo, tive um sonho. Nele, eu caminhava por uma terra distante. Eu sabia que era distante porque tudo era diferente: as pessoas, os traços, a cultura, a linguagem. Era um ambiente completamente novo, desconhecido para mim.
Na manhã seguinte, acordei com uma forte sensação de que havia recebido uma resposta de Deus. Em um momento de oração e sensibilidade, compreendi aquilo como uma confirmação do que Ele desejava para mim.
Foi um encontro marcante — difícil de explicar em palavras humanas, mas profundamente real para mim. A partir daquele momento, algo dentro de mim mudou.
O desejo de fazer o bem, de servir, de ajudar pessoas e de falar sobre Jesus cresceu de forma intensa. Foi nesse período que decidi ingressar no curso de missões, algo que se tornaria parte fundamental da minha caminhada.
Comecei a me envolver cada vez mais com ações sociais e projetos de caridade. Havia um senso de propósito tão forte que a vida parecia ganhar sentido em cada gesto de serviço. Era como se nada estivesse faltando.
Ainda muito jovem, com cerca de 16 anos, assumi responsabilidades ministeriais na igreja local e também a superintendência distrital de juvenis da minha região. Tudo isso aconteceu com o apoio de líderes e pessoas que caminharam comigo desde o início.
Foram anos intensos, marcados por aprendizado, entrega e crescimento.
Na minha visão daquele tempo, eu acreditava que me formaria em missões e evangelismo e logo partiria para as nações. Mas o tempo não segue apenas a nossa expectativa. Ele também segue o propósito que não controlamos.
E assim se desenrolaram os anos seguintes dessa caminhada — anos que ainda serão contados…
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